
E-Commerce
A IA está a transformar a procura. O que significa isso para as operações no retalho?
À medida que a inteligência artificial começa a influenciar a forma como os consumidores descobrem e compram produtos, os retalhistas procuram compreender o que isso significa para os padrões de procura e para as operações. Este artigo explora de que forma a evolução das jornadas de compra poderá transformar a relação entre inovação, fulfillment e planeamento operacional nos próximos anos.

À medida que a inteligência artificial influencia a forma como os consumidores descobrem e compram produtos, os retalhistas procuram adaptar-se a padrões de procura cada vez mais dinâmicos.
O retalho continua a crescer.
Mas está também a mudar a forma como a procura circula pelos diferentes canais e ecossistemas de compra.
Nos últimos meses, várias tendências observadas no setor têm apontado numa direção semelhante.
A inteligência artificial começa a influenciar a forma como os consumidores descobrem produtos e constroem os seus cabazes.
Novas interfaces estão a transformar os pontos de entrada para o ecommerce.
A procura online continua a crescer, incluindo em categorias operacionalmente complexas, como os produtos frescos e os artigos de peso variável.
Ao mesmo tempo, os retalhistas continuam a investir em capacidades de fulfillment e em infraestruturas omnicanal para acompanhar esse crescimento.
Observadas individualmente, todas estas tendências representam avanços positivos.
Mas, quando analisadas em conjunto, sugerem que a forma como a procura entra nas organizações de retalho poderá estar a evoluir.
À medida que novas tecnologias influenciam a descoberta de produtos, a tomada de decisão e as jornadas de compra, os retalhistas começam a operar em ambientes onde a procura pode tornar-se mais dinâmica e interligada do que anteriormente.
A procura está a evoluir
Durante anos, os retalhistas investiram fortemente no desenvolvimento da procura digital através de plataformas de ecommerce, programas de fidelização, marketplaces e experiências de compra cada vez mais completas.
Esses investimentos continuam a gerar resultados.
Ao mesmo tempo, novas tecnologias começam a influenciar a forma como os consumidores descobrem produtos e avançam ao longo do processo de compra.
As recomendações baseadas em inteligência artificial, as interfaces conversacionais e os assistentes de compras inteligentes têm o potencial de reduzir fricções, simplificar decisões e criar experiências mais personalizadas.
À medida que estas tecnologias evoluem, podem influenciar não apenas o que os consumidores compram, mas também quando, onde e como tomam as suas decisões.
Isto não significa necessariamente que a procura se torne menos previsível.
Mas sugere que os retalhistas poderão operar cada vez mais em ambientes onde a atividade dos consumidores evolui de forma mais dinâmica através de múltiplos canais e pontos de contacto.
O crescimento levanta novas questões operacionais
À medida que a procura online continua a crescer, a conversa estende-se naturalmente para além da aquisição de clientes e passa a incluir os ambientes operacionais que suportam esse crescimento.
Mais encomendas geram mais atividade em lojas, centros de preparação e redes de distribuição.
Os sortidos tornam-se mais complexos.
As expectativas dos consumidores continuam a aumentar.
E as equipas operacionais precisam de coordenar um número crescente de processos, sistemas e intervenientes.
Os retalhistas já se adaptaram a mudanças nos padrões de procura muitas vezes ao longo dos anos.
O que poderá estar a mudar atualmente é a velocidade a que esses padrões evoluem e a diversidade de fontes a partir das quais a procura é gerada.
Como consequência, muitas organizações continuam a adaptar os seus modelos operacionais para responder a ambientes cada vez mais complexos e interligados.
Isto tem levado a uma atenção crescente em áreas como:
- Preparação de encomendas em loja.
- Gestão de produtos frescos e de peso variável.
- Coordenação entre canais e parceiros.
- Visibilidade operacional em tempo real.
Estes não são desafios novos.
Mas fazem parte de uma conversa mais ampla sobre como escalar operações de forma eficiente num contexto em que a procura digital continua a evoluir.
A inovação está a avançar rapidamente na experiência do consumidor
Grande parte da inovação que observamos atualmente no retalho é altamente visível para os consumidores.
Novas experiências de compra, ferramentas conversacionais, assistentes baseados em inteligência artificial e ambientes digitais cada vez mais personalizados estão a transformar a forma como os consumidores interagem com as marcas e os retalhistas.
Por detrás dessa camada mais visível, os modelos operacionais continuam a depender de ciclos de investimento mais longos, infraestruturas físicas e coordenação entre múltiplas equipas e sistemas.
Isto não representa uma limitação.
É simplesmente a natureza do comércio físico.
As experiências digitais podem evoluir rapidamente.
As operações exigem normalmente mais tempo para se adaptarem.
À medida que a inovação acelera na experiência do consumidor, muitos retalhistas procuram formas de trazer a mesma flexibilidade e capacidade de resposta para os seus ambientes operacionais.
Uma ligação cada vez mais forte entre procura e operações
Quando observamos em conjunto a evolução da inteligência artificial, do ecommerce, do fulfillment e da omnicanalidade, surge um padrão comum.
A descoberta de produtos, o comportamento de compra e a execução operacional estão cada vez mais ligados.
Como consequência, muitas organizações estão a dar maior atenção à visibilidade, à coordenação e à capacidade de adaptação das suas operações.
Não porque a inovação se torne menos importante.
Mas porque inovação e operações estão a tornar-se cada vez mais interdependentes.
A capacidade de compreender como a procura se move dentro da organização e como os recursos operacionais respondem a essa procura poderá ganhar cada vez mais relevância à medida que os ecossistemas de retalho continuam a evoluir.
Olhando para o futuro
É provável que a inteligência artificial continue a transformar a forma como os consumidores descobrem e compram produtos.
Ao mesmo tempo, os retalhistas continuarão a investir nos sistemas, equipas e processos necessários para apoiar essas novas jornadas de compra.
À medida que os padrões de procura evoluem, manter visibilidade e coordenação entre operações poderá tornar-se cada vez mais importante.
A oportunidade não passa apenas por gerar mais procura, mas também por garantir que essa procura pode ser gerida de forma eficiente e consistente em todos os canais.
O retalho está a entrar numa fase em que a descoberta de produtos, o comportamento de compra e a execução operacional estão cada vez mais ligados.
Compreender como estas ligações evoluem poderá tornar-se uma das questões mais interessantes para o setor nos próximos anos.
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